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Campbell's Tomato Soup

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Andy Warhol

 As obras de arte de Andy Warhol foram, e ainda são, controversas. Há quem o ame. E há quem o odeia. Sua vida, no entanto, acabou sendo pontilhada pelo sucesso, pelo reconhecimento e pela fama.     Aqui, neste artigo, um pouco de sua trajetória pessoal e artística, a qual acabou dando forma a um novo tipo de expressão da arte, um estilo que atravessou cinco décadas do século XX e, com toda a certeza, cruzará os séculos.
    Andy Warhol nasceu em Pittsburgh, Pennsylvania, em 1928. Seu nome era, então, Andrew Warhola. Aos 17 anos, ele já parecia saber o que queria fazer de sua vida. Em 1945, Warhola entrou para o Carnegie Institute of Technology (hoje, Carnegie Mellon University), onde dedicou-se a estudar Pictorial Design. Após sua graduação, ele rumou para Nova Iorque, a "cidade-sonho" de todo o artista. Andrew logo arranjou trabalho, o qual lhe garantia seu sustento e o tornava conhecido entre críticos e pessoas influentes da Big Apple. Na época, fazia ilustrações para diversas revistas de renome, como a Vogue, Harper's Bazaar e The New Yorker, e criava vitrines para retail stores, como a Bonwit Teller e a I. Miller.
    Sua decolagem para a fama começou no início dos anos 50, quando Warhol arrecadou diversos premios da Art Director's Club e da American Institute of Graphic Arts. Já conhecido e reconhecido, o menino de Pittsburgh Andrew Warhola abreviou seu nome e sobrenome para Andy Warhol. E com ele, ganhou mundo...
    Em 1952, Warhol teve sua primeira amostra individual na Hugo Gallery novaiorquina, sob o título: Fifteen drawings based on the writings of Truman Capote (Quinze desenhos baseados nos textos de Truman Capote). Pouco depois, em 1956, Andy Warhol chegou ao auge, aclamado pela crítica, com uma exposição no The Museum of Modern Art.
    Foi, no entanto, na década de 60 que o trabalho de Warhol atingiu seu clímax. E várias obras criadas neste período tornaram-se ícones do século XX. O final dos anos 60 foram conturbados, porém. Em 1968, Valerie Solanis, fundadora e membro solitário do SCUM (Society for Cutting Up Men), resolveu acertar contas com seu, ao mesmo tempo, deus e diabo. Num rompante, ela invadiu o estúdio de Warhol, conhecido com Factory, e acertou-lhe um tiro, que por muito pouco não colocou um ponto final a vida de Andy.
    Os anos 70 e 80 apenas adicionaram mais fama e prestígio ao artista de Pittsburgh. Em 1987, depois de uma cirurgia da vesícula biliar, que tinha tudo para dar certo, mas acabou apresentando complicações, Andy Warhol morreu. Era 22 de fevereiro. Em sua homenagem, foi rezada uma missa na St. Patrick's Cathedral, em Nova Iorque. Lá, amigos, admiradores, críticos e familiares reuniram-se para orar por Andy Wahrol. Eram mais de duas mil pessoas.
    E as homenagens não pararam por aí. Em 1994, na cidade de seu nascimento, foi inaugurado o Andy Warhol Museum, aberto até hoje à visitação pública. Suas obras seguem correndo mundo, atravessando o planeta de canto a canto, em exposições transitórias. No entanto, Andy Wahrol continua sendo Andy Wahrol. Gerar controvérsia e estimular emoções antagônicas, despertando o amor de uns e o ódio de outros, permanece como sua marca registrada.

Fonte: Diário Popular, texto de Thais Russomano

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