ovimento dos rtistas lásticos de elotas
 







FIGURA 1 - "Marilyn Monroe" Willem de Kooning. 1954.

Óleo sobre tela. 176,2x 127cm, (Coleção particular).
FONTE - STAHEL, Monica. O livro da Arte. São Paulo: Martins Fontes. 1999.



FIGURA 2 -
" Convenção" Barnett Newman 1949, Óleo sobre tela. 121,9x152,4 cm Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington DC
FONTE - STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São Paulo: Martins Fontes

 







FIGURA 3 - " O Estúdio", Picasso 1927-28,
Museu de Arte Moderna de Nova York. FONTE: Coleção Arte nos Séculos, São Paulo: Abril Cultural. Volume VI, p.1520.

 

 






FiGURA 4 - "O noivado" Arshile Gorky

(Whitney Museum of American Art. Nova York). FONTE - Coleção Arte nos Séculos.São Paulo: Abril Cultural. Volume VI, p.1717



FIGURA 5 - "A queda d'água" Arshile Gorky
Óleo sobre tela. a 154 l 113cm 1943 ( Tate Gallery, Londres). , FONTE - STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São Paulo: Martins Fontes. 1999
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FIGURA 6 - "Conto de fada" Hans Hofmann
Óleo sobre madeira, a 152 x l 192 cm. 1944 (Coleção particular) FONTE - ( Trad.)STAHEL, Monica. O livro da Arte. São Paulo: Martins Fontes. 1999.







FIGURA - 7 "Elegias à República Espanhola no 134" Robert Motherwell Acrílico sobre tela. a 237,5 x l 300 cm ( Coleção Graham Gund, Cambridge, EUA FONTE - FONTE - STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte São Paulo: MartinsFontes. 1999.








FIGURA - 8 "Composição Número 1. Pollock



FIGURA - 9 "Untitled" Pollock, 1948

FIGURA - 10 Jackson Pollock no atelier. FONTE - DE FUSCO, Renato. História da arte contemporânea: Presença



FIGURA - 11 "Número 1 A",1948.
Óleo sobre tela. a 172,7 x l 264,2 cm.(Museum Art, Nova York). FONTE - STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte São Paulo: Martins Fontes. 1999.











FIGURA - 12 "Mulher na Bicicleta" Willem de Kooning 1953. ( Whitney Museum of American Art, Nova York) FONTE - Coleção Arte nos Séculos São Paulo: Abril Cultural. Volume VI, p.1713.

FIGURA - 13 "Subúrbio de Havana" 1958( Coleção particular, Bruxelas.)

 

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EXPRESSIONISMO ABSTRATO

Estudo a partir do texto: HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos (org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.
(Maria Alice Kappel Castilho)

      Charles Harrison interpreta EXPRESSIONISMO ABSTRATO como: "...fenômeno histórico na intensidade particular da arte do final da década de 40".1
      Refere-se a obras realizadas por artistas que tiveram Nova York como centro de atuação. Harrison afirma que o termo "expressionismo abstrato" é incerto porque abrange obras que vão desde Willem de Kooning, que era predominantemente figurativo, às de Barnett Newman, que não são caracteristicamente expressionistas, mas que mesmo assim, o termo ganhou aceitação. Ex.: figuras. 1 e 2
     
Na década de 40 o mundo vivia um conflito mundial: a Segunda Grande Guerra. Em 1941 o presidente norte-americano, Roosevelt, decidiu participar da guerra apoiando Churchill contra os alemães.      
     
Foi a mais terrível guerra que a humanidade sofreu. As perdas humanas chegaram a 30 milhões entre civis e militares. As perdas civis superaram às militares por causa dos bombardeios aéreos.            
     
Entre 1943-44, os Estados Unidos estavam no auge da produção bélica; um navio por dia e um avião em cada cinco minutos.
      A bomba atômica era um eficiente instrumento de persuasão usado na política americana. Por sua vez, com a Alemanha derrotada, não havia empecilho para a expansão da União Soviética. Formaram-se dois blocos homogêneos: a União Soviética e seus países satélites de um lado, e as democracias capitalistas, lideradas pelos Estados Unidos, do outro. Surgiu a Organização das Nações Unidas, a ONU, para controle internacional, mas que não conseguiu evitar a guerra fria entre os dois blocos, motivada pelos problemas do momento e pelo controle da bomba atômica.
      Neste contexto, após a época austera de uma pintura pós-cubista, com compromissos político-sociais e de uma outra abstrato-concreta, com implicações construtivistas e para-arquitetônicas, surge a vontade de um retorno à pintura. Os artistas americanos descobrem o prazer da pintura "sem intenção de comunicar impulsos de alma ou gritos de dor; é, antes, a alegria reencontrada do fazer."2      
     
Entre os "extremos" do cubismo e do surrealismo haviam alguns pontos como: formas planas, contornos marcados, relações espaciais, relações de cor, espaços consistentes inteiramente ocupados por formas ou planos, ou espaço semelhante a uma caixa, enfim elementos impedidos de funcionar como referência ao "real", que serviram de influência aos americanos, uma vez que eram compatíveis com os problemas que abordavam e portanto, serviram como "material original" para suas obras. Por exemplo, as pinturas de um período entre guerras, das coleções americanas de: Picasso (O Estúdio, 1927-28), Miró (Interior Holandês, 1928), Léger (A Cidade, 1919), Matisse (Banhistas no rio, 1916-17).
      Os expressionistas abstratos transformaram o espiritualismo kandinskiano em materialismo existencial. Procuraram não a expressão direta, não dos sentimentos, mas da própria organização da matéria pictórica sobre a tela. Contaram com o poder do gesto, da tensão nervosa, e da força física do artista. Um informalismo que eqüivalia a necessidade vitalista que acompanhou o fim da guerra em muitos setores.
      Em Nova York dos anos 40, os artistas envolvidos na tecnologia da pintura dotaram-na de um idioma que os críticos não podiam mais traduzir. Apesar de terem como objetivo destruir todas as linguagens anteriores, ao criarem seus próprios meios de linguagem, transformaram em pintura novos signos e novos materiais.
      Harrison seleciona, para abordar o assunto, as obras de Jackson Pollock (38 anos), Willem de Kooning (46), Clyfford Still (46), Barnett Newman(45) e Mark Rothko(47anos em 1950), considerando a qualidade e originalidade. Apresenta também, como figuras significativas, Arshile Gorky e Hans Hofmann para a noção de pintura americana de "primeira geração".

      GORKY, Arshile. (n Khorkom Vari, ARM. 1904. m Sherman. EUA, 1948) chegou aos Estados Unidos em 1920, vindo da Armênia. Convicto do significado dos quadros grandes europeus - Miró, Matisse, Picasso e Léger, antecipou-se a seus contemporâneos, uma vez que teve longo aprendizado com o cubismo tardio e do surrealismo. O desenvolvimento dos artistas americanos só teve início nos primeiros anos da década de 40.
      Gorky só alcançou um estilo inteiramente independente em 1947, um ano antes ao seu suicídio.
      Em seu trabalho apontava: "...o desenho como atividade geradora de imagem e a pintura como uma atividade que implicava a afirmação da superfície plana da tela (Agonia, O Noivado II, Ano após Ano, O limite, Os Oradores, todos de 1947). Um novo gênero de técnica de pintura, livre da função decorativa, como o desenho não estava, foi o meio largamente usado para isso."
      Sua obra foi exemplo da relação que se desenvolveu entre a pintura americana e a européia. Sem depreciar a realização e independência de suas últimas obras foi chamado "pintor de transição".

      HOFMANN, Hans. (n Weissenberg, Baviera, viveu em Munique e Paris, 1880. m Nova York,EUA,1966) chegou aos Estados Unidos em 1932, vindo de Munique, onde passou a desenvolver intensa atividade didática.
      Como pintor e professor foi um dos importantes defensores do expressionismo abstrato, apesar de sua pintura não integrar-se a deles, já que sua pintura permaneceu européia com um grande apego à composição.
      Hofmann estava impregnado da experiência do cubismo, do fauvismo e do expressionismo. Clemente Greenberg, citado por Harrison, que foi aluno do pintor, escreveu: "Você podia aprender mais sobre a cor em Mastisse através de Hofmann do que do próprio Matisse'; e "Ninguém neste país, desde então, entendeu o cubismo tão completamente quanto Hofmann".4 Seu trabalho teve grande influência sobre Jackson Poloock que atribuiu à pintura americana uma nova vitalidade de superfície.
      Em obras de Hofmann do começo dos anos 40, como "Efervescência", de 1944, "a tinta jogada e respingada serve para soltar a superfície para além do ponto em que reminiscências dos formalismos cubistas sobrevivam..."5
     
Essas obras antecipam em muitos anos as pinturas respingadas de Pollock e servem para destacar que o automatismo surrealista não era o único modo de suavizar a influência da pintura cubista.

      MOTHERWELL, Robert. (n Aberdeen, EUA,1915. m Cape Cod,EUA.1991) foi o mensageiro dos aspectos teóricos do surrealismo europeu, no qual foi educado. Muito do desenvolvimento e coesão da arte moderna americana é devido a ele que, junto com Rosemberg, editou em 1947, a revista Possivilities, que apesar de ter duração de só um ano, teve grande influência no meio artístico de Nova York. Fundou com Baziotes, Newman e Rothko, a escola Subjects or the Artist.
      Como Pollock, Motherwel empenhava-se em seguir adiante pelas versões do cubismo sintético para o espaço pictórico, em busca de uma pintura mais ampla e com superfície mais "ativa". Mas enquanto Pollock mudava os termos de referência de uma tradição, Motherwel permaneceu fiel aos modelos europeus.
      Seu nome tornou-se mais conhecido devido às obras "Elegias à República Espanhola".
      As Elegias de Motherwel apontam a problemática do "sígno". Esta geração de pintores americanos sofre a influência da arte e do pensamento oriental. Alguns poetas e pintores se converteram ao budismo, como Madk Tobey. Nesta fase a pintura transforma-se numa expectativa mística, como oposta a criatividade de Pollock.

      POLLOCK, Jackson. ( n Codi, EUA, 1912. m Springs, Long Island, EUA, 1956) foi, desde o início de sua carreira, um pintor "rítmico", cada vez mais expansivo, controlando a tela com movimentos amplos.
      Em seu primeiro período Pollock procurava superar fundamentos originados principalmente na Guernica de Picasso e no surrealismo, usando pinceladas bruscas, tentando anular o conteúdo violento dos referenciais, transformando-os na "escrita" não figurativa que se tornou sua marca.
      Nas pinturas de 1946, por exemplo, Sons na Grama, Substância Bruxuleante e Olhos no Calor, o artista considerava cada vez mais expressivo o processo de aplicação da tinta. O resultado é muito denso, mas parece não haver espaço suficiente na tela para plena liberdade de expansão. Pollock trouxe para a atividade de pintar uma violência física e teve que conciliar sua técnica com suas necessidades e interesses. Abandonou a tela no cavalete e colocou uma tela muito maior no chão ou na parede. Isso possibilitava que ele andasse à volta da tela, quase que se tornando o próprio gesto de pintar. O ponto de equilíbrio do artista passou a ser os quadris. Com a adoção da técnica de tinta respingada e jogada, e de pincéis secos, varetas e colheres de pedreiro ele pode manter uma posição distanciada do chão e da tela. Para Pollock essa atividade envolvia a própria modelagem da forma pictórica.
      As técnicas que coexistem nas obras da sua última e mais significativa fase criativa são consideradas por Renato de Fusco, a síntese de todas as tendências informalistas. Essa síntese é conseguida pela técnica, já mencionada, do dripping, isto é, pingar e traçar manchas e fios com tinta que vai caindo de um recipiente suspenso sobre a superfície do quadro, onde além das cores tradicionais o artista acrescenta elementos estranhos como esmaltes opacos e verniz de alumínio.
      Diz De Fusco: "Daí resulta um emaranhado policromo, grumoso, ora linear, ora plástico, ora muito pouco espesso, ora estratificado, que forma, freqüentemente, uma trama específica construída por adição. O acaso desempenha, evidentemente, um papel notável neta "técnica", mas de facto a casualidade é mais um intenção expressiva que uma modalidade figurativa, dadas as mil maneiras que Pollock tem de distribuir as suas tramas multiformes, de efectuar os seus atormentados retornos, de criar texturas pictóricas" .6
      A técnica extremamente inovadora de Pollock tornou-se conhecida como Actio Painting. Sua obra é considerada um importante marco da arte internacional do pós guerra. As pinturas de Pollok, não são tão casuais como pode parecer. "Quero expressar meus sentimentos mais do que ilustrá-los... Eu posso controlar o fluir da tinta: não há acaso, assim como não há começo nem fim." 7           
     
Harrinson destaca que no início dos anos 50, Pollock e De Kooning estavam pintando composições figurativas. A crítica modernista/formalista radical considera um declínio depois do apogeu dos três anos precedentes. Pollock faleceu em 1956 com apenas 44 anos num acidente de automóvel.

      DE KOONING, Willem. (n Rotterdam, Países Baixos,1904 ). Já era conhecido entre os pintores desde meados dos anos 30. A ligação com Graham foi importante para De Kooning pois seus escritos exemplificavam a possibilidade de compatibilidade entre abstração formal e imagens míticas.
      Sua obra apresenta um aspecto impetuoso, tanto nos temas quanto nos recursos usados. O artista ampliou a escala da tela de modo que um traço grosso, feito com trincha, mesmo tendo uma leitura próxima da linha, favorecia os métodos pictóricos até onde parecia ter uma função de contorno.
      As pinturas em preto-e-branco de De Koning são suas obras mais "expressionistas abstratas" pela técnica automatista consonante com os interesses "míticos "de meados da década de 40.      
     
O artista interessava-se mais por problemas centrais da tradição cubista do que da surrealista na pintura do século XX.       Desejava implantar um volume plenamente sensual, dentro da moldura convencional da tela, sem abandonar a resolução da pintura e do desenho na superfície plana.
      O cubismo já recorria a silhuetas marcadas e formas planas, que são características da função do desenho, para enfrentar as modalidades espaciais. De Kooning, no início dos anos 40, teve, como os cubistas, problemas com formas esféricas. Porém, na grande série de 1950-53, "Mulheres" mostrou-se muito acima de tais problemas circunstanciais. Nos grandes seios globulares conseguiu, pela pintura, absorver as funções do desenho; são seios pintados, mas nunca modelados. São colocados nas figuras como um grande arco descrito pelo pincel.
      Em suas obras ele permite que a figura seja invadida pelo fundo, e que o fundo seja absorvido pela figura.
      De Kooning e Pollock parecem ter sido, entre os expressionistas abstratos, as figuras que orientaram os críticos e os artistas mais jovens em opiniões contrastantes.
      Argumenta Harrison que: "A opinião de Rosenberg sobre De Kooning é tão crucial para sua noção de "Action Painting" quanto a de Greenberg sobre Pollock para a sua noção de "American- Type Painting" .


1 HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.

2 DE FUSCO, Renato. História da arte contemporânea: Presença.p.

3 HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.p.125
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4 GREENBERG, citado por HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.p.125.

5 HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.p.126.

6 DE FUSCO, Renato. História da arte contemporânea: Presença.p.

7 STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte São Paulo: Martins Fontes. 1999.


8 HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. Texto de nota de fim n0 39. Ver nota 1