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FIGURA
- 14 "Pintura 1944" Clyfford Still Óleo sobre tela a 264,5 x l 221,4
cm . Volume VI, p.1716. (Museum of Modern Art, Nova York. FONTE - STAHEL,
Monica.(Trad.)

FIGURA
- 15 "Composição" Clyfford Still. (Basiléia).
FONTE - Coleção Arte nos Séculos São Paulo: Abril Cultural
Volume VI, p.1716

FIGURA
16 -
" Convenção" Barnett Newman 1949, Óleo sobre tela. 121,9x152,4 cm
Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, Washington DC
FONTE - STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São Paulo: Martins Fontes.1999
FIGURA - 17 Sem título, 1951, Óleo sobre Tela, a 189 x l 101 cm, (Tate
Gallery, Londres) FONTE - STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São
Paulo: Martins fontes, 1999
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EXPRESSIONISMO
ABSTRATO (continuação)
ESTILL, Clyfford. (n Grandin, EUA, 1904. m New Windsor, EUA, 1980).
Suas pinturas são um exemplo precoce do Expressionismo Abstrato que tentava
liberar a criatividade do inconsciente enfatizando a espontaneidade. Enquanto
alguns de seus contemporâneos trabalhavam com temas arcaicos, literários
e míticos, Still partiu por um caminho novo com suas áreas abstratas,
de tintas espessamente aplicadas, com texturas diversas.
São pinturas em planos assimétricos que
se entrelaçam com o fundo sem que nenhum se sobreponha ou saliente. A
superfície é escamosa, aplicada com espátula. Preferiu cores com predomínio
dos tons terrosos, amarelos ácidos, brancos de giz, azuis escuros e opacos,
e uma gama de cinzentos e pretos. Uma aproximação com a cor pela potencialidade
mais assertiva e simbólica do que descritiva e narrativa.
A aparência das telas condiz com seu desejo
de não estar de acordo com a 'lógica coletivista do nosso tempo'. Suas
superfícies densas, opacas, laminadas, impedem a tentativa de penetrá-las.
Afirma Harrison que "sua arte reflete uma condição de solitude, não-sociabilidade
e alteridade".9
NEWMAN, Barnett. ( n Nova York,
EUA,1905 m Nova York, EUA, 1970). Foi o pintor mais minimalista do Expressionismo
Abstrato americano. O artista buscava como que uma abstração mística.
Queria que o observador sentisse a espiritualidade e o misticismo sugeridos
pela dimensão e cor da sua obra.
Durante cinco anos deixou de pintor e dedicou-se
a escrever tentando compreender o desenvolvimento da arte através de seus
temas e explicar sua falta aparente de conteúdo. Concluiu que a motivação
criadora era o terror ante o desconhecido; que o conhecimento do terror
era a tragédia; a tomada de consciência do homem frente a impotência da
ação em se contrapor à ignorância e ao caos. Provavelmente através de
Ésquilo e Nietzsche deixou-se influenciar por uma consciência impregnada
das tradições e do misticismo judaico. É impossível subestimar a importância
da cultura judaica para Newman.
Quando recomeçou a pintar em 1944 acreditava
que "com um movimento automático, podia-se criar um mundo".
A primeira faixa pintada verticalmente,
estabelecendo ao mesmo tempo superfície e vazio, apareceu num pequeno
trabalho monocromático sobre papel em 1945.
O óleo Onenebt I marcou o amadurecimento
do estilo de Newman. Aparece na obra uma faixa de impacto cinzento e vermelho
de cádmio claro, pintada sobre uma fita adesiva que está quase verticalmente
centrada sobre uma película, mais fina e uniforme, de cinzentos e vermelho
de cádmio escura. O artista relutava entre remover a fita ou não. A decisão
de não retira-la parece não ter sido premeditada e só tomada bastante
tempo depois.
Muitos meses se passaram antes que o artista
começasse um novo quadro.
Harrison afirma que "A meditação diante
de 'novas' possibilidades, de novas asserções, era uma característica
dos pintores expressionistas abstratos em seu apogeu..."10
Nos anos de 1949 a 1951, Newman pintou
algumas das maiores telas deste século. As suas faixas verticais dão à
borda real, material da pintura, uma identidade como função composicional
e reiteram o significado de evidente verticalidade num contexto que admite
a herança de uma tradição. Newman descreveu o seu Abismo Euclidiano de
1946-47 como "a minha primeira pintura em que fui até a borda e não despenquei".11
O artista pode ressuscitar a significação
da geometria num contexto desprovido de narrativa e que não propunha associação
com nenhuma metafísica.
ROTHKO, Mark. ( n Dvinsk, RUS, 1903.
m Nova York, EUA, 1970). Emigrou para os Estados Unidos em 1913. Pintor
autodidata, geralmente trabalhava em grande escala. Suas telas evocavam
o verdadeiro espírito do movimento expressionista abstrato, uma resposta
aos mistérios da psique humana. Pretendia que o espectador mergulhasse
na obra através da cor. Ele disse: "Pinto quadros grandes porque desejo
criar um estado de intimidade. Um quadro grande é uma transação imediata:
leva-nos para dentro dele."12
Suas obras de 1945 recordam as de Miró
nos anos 20, onde formas esquemáticas e caligráficas aparecem ao mesmo
tempo flutuando e embutidas em um fundo "macio", "profundo", "opaco".
Nas aquarelas como Geologic Reverie por volta de 1946, as divisões horizontais
funcionam como os horizontes daspaisagem de Miró dos anos 20.
Na obra madura de Rothko, em grandes áreas
retangulares, há uma relação tonal sobre as divisões horizontais impedindo
que o centro da pintura "recue em profundidade" em relação aos cantos.
Harrison escreve: "Ao levarem a 'pintura
toda' para as bordas e os cantos, Rothko, Newman, Pollock e Still obtiveram
um grau de integração de suas imagens que não tinha estado ao alcance
nem mesmo de Braque e Picasso em seu apogeu."13
O envolvimento de Newman e Rothko com o
primitivo e com o mitológico provavelmente foi uma estratégia para protegê-los
e elevar o status de sua pintura "acima das contingências banais e das
trivialidades da vida social".
As obras de ambos encorajavam o silêncio
e a introspecção. Os dois viam o espectador como um homem que se posta
sozinho diante do quadro.
Concluo com as próprias palavras de Charles
Harrison na página 142 : "O expressionista abstrato, enfrentando uma
condição mais desenvolvida da mesma alienação* do homem daquele
mundo que ele tinha anteriormente pintado, nada enxergou que o fizesse
sentir a possibilidade de um relacionamento suscetível de ser materializado,
nada que ele pudesse afirmar com confiança com que pode afirmar sua própria
existência e sua própria mortalidade."
* Alienação resultante da "incapacidade para imprimir um
nexo às relações modificadas e plenas do homem com o mundo material".
9 HARRISON,
Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.) Conceitos
da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. p. 137.
10 HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.)
Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. p. 137.
11 SYLVESTER, David. Entrevista com Newman. Citado por HARRISON, Charles.
Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos ( org.) Conceitos da Arte
Moderna. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. Nota de fim no 55.
12 ROTHKO, Mark. Citado em STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São
Paulo: Martins fontes, 1999.
13 STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São Paulo: Martins fontes,
1999.
REFERÊNCIA
BIBLIOGRÁFICAS
COLEÇÃO Arte nos Séculos, São Paulo: Abril Cultural. Volume VI.
DE FUSCO, Renato. História da arte contemporânea: Presença. EXPRESSIONISMO
abstrato. In: STANFOS, Nikos (org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar, 1991. HARRISON, Charles. Expressionismo abstrato.
In: STANFOS, Nikos (org.) Conceitos da Arte Moderna. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 1991.
ROTHKO, Mark. Citado em STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São Paulo:
Martins fontes, 1999.
STAHEL, Monica.(Trad.) O livro da Arte. São Paulo: Martins fontes, 1999.
SYLVESTER, David. Entrevista com Newman. Citado por HARRISON, Charles.
Expressionismo abstrato. In: STANFOS, Nikos (org.) Conceitos da Arte Moderna.
Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991.
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